Julio

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terça-feira, 29 de março de 2016

Cartas de amor em tempos de e mail!

"Cartas" de amor em tempos de e-mail, e o tema é sempre o mesmo. Encontros, desencontros, começos, despedidas, desejos e renúncias. O tempo muda a forma e não muda o conteúdo. O amor romântico não "evolui" ! Sempre há, houve e haverá alguém de um dos lados dessa história!
"... Hoje fui chamado a trabalhar outra vez. Não sei ainda se ficarei ou por quanto tempo mais, ainda assim, isso deveria ter me deixado feliz e, paradoxalmente, o que senti foi uma tristeza muito grande, por ter me dado conta outra vez, mais um dia, do quanto me impregnei de você, do quanto a importância das coisas, dos acontecimentos, dependia de você, contar pra você, ou do habito de sentir falta ao sair e poder, do estacionamento, "dar um toque" ao telefone, e esperar ansioso o retorno da chamada ou a resposta por mensagem de texto. Como me senti sozinho e vazio naquele estacionamento hoje! Não havia o porquê, não havia mais você, e incrivelmente eu te percebo em tudo, a mesma falta de que tanto me queixava, agora sem esperança, sem contar os dias, sem um futuro. Essa falta ainda existe e não sei por quanto tempo existirá. Talvez aconteça pra mim como foi pra você. Um fim de semana e já não queria mais...talvez. Tomara que seja logo. Enfim, por que contei essa história, eu que já havia percebido que não vai mudar nada, e por isso mesmo, havia decidido a não contar nada mais? Porque lembrei-me das tantas vezes que disse uma coisa, quando, em verdade queria justamente dizer o contrário. É só isso. Eu continuo sem querer saber da sua felicidade e tampouco quero a sua solidariedade. Isso também é verdade e por isso também estou dizendo. Esse texto não é um pedido, não é uma tentativa de restabelecer contato, nada disso...acho que é o resgate de uma dívida. Tenho a impressão que nunca foi registrado por você, de verdade mesmo, nunca acreditou, tão empenhada estava em reconhecer e identificar as próprias carências, que toda saudade e falta que eu gritava pra você, das mais variadas e talvez equivocadas maneiras, eram a mais pura verdade. É só isso. Eu não descobri agora o tamanho do meu sentir. Já o conhecia. Ele só não estava acompanhado dessa desesperança!
Engraçado como acho idiotice enviar um texto piegas e repetitivo desses e ainda assim o faço. Acho que sou isso, piegas e repetitivo..."

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